segunda-feira, 12 de março de 2012

Amor virtual: Nossos sentimentos estão cada vez mais intensos, mas somos ambos comprometidos.

Pergunta:

Rita,

Namoro há dez anos com uma pessoa que é muito importante e companheira ao longo de todo o relacionamento. Existe amor, carinho, respeito e amizade. Não há problemas que possam apontar algum tipo de insatisfação e busca de algo em outra pessoa.

Há dois meses conheci uma pessoa pela internet que no início despertou muito a minha atenção por conta da dificuldade que a mesma tinha com problemas relacionados a sindrome do pânico. Tentei ajudar ouvindo e dando apoio para que a mesma conseguisse superar essa fase difícil.

Depois de muito conversamos ela foi melhorando de forma espantosa. Ela, muito dependente de terapias semanais, depois de 1 mês já não era a mesma pessoa que conheci, cheia de medos e traumas.

Após essa mudança um sentimento de amizade e carinho foi se consolidando entre nós. A vontade de um estar com o outro online por oras era grande. Palavras de carinho e afeto eram sempre trocadas. O sentimento inicial evoluiu para algo maior e mais intenso que saía da esfera virtual. Estamos diariamente conectados em pensamentos e sentimentos. Sem falar um sabe o que está acontecendo com o outro. Sonhos são praticamente diários e recebo mensagens dela nesses sonhos, como se fossem mensagens telepáticas, com informações sobre acontecimentos que depois ela me confirma que aconteceram.

Nossas vidas são diferentes em muitos aspectos. Eu não bebo e ela bebe, eu não fumo e ela fuma ..., mas com um mar de conscidências como nomes que se complementam (ex. Jose e Maria), interesses similares, situações de vidas passadas por mim que também foram passadas por ela, entre outras.


Reações físicas são intensas. Coração batendo forte, uma sensação de querer dizer algo que não sei bem o que é. Formigamentos no corpo como se a adrenalina estivesse circulando com toda intensidade. Há uma intensa satisfação sexual, mas com uma conotação espiritual (amor) e não carnal (desejo). Reações que se intensificam ou aliviam quando começamos a conversar pela internet ou por voz. Nunca nos vimos pessoalmente, somente por fotos, mas passamos a nos falar por telefone. Teclar já não é mais suficiente para explicitar todos os sentimentos tentam ser escritos.

Após nos ouvirmos por telefone há uma sensação de paz, alívio e serenidade imensa.

Hoje, depois de muito resistirmos, assumimos que esse sentimento é de amor e que nos amamos muito.

Os sentimentos que temos um pelo outro se transformou em um sentimento de amor muito diferente do que sinto pela minha namorada (e ela pelo namorado dela). A sensação é de que é um quebra-cabeça onde falta alguma peça para explicar tamanha intensidade de sentimentos e afinidades. Hoje esse sentimento continua em evolução. Temos necessidade de estar juntos, de trocar carinhos e amor pessoalmente e compartilhar de alguma forma todo esse sentimento com outras pessoas para ajudá-las. Já não nos basta sentir somente para nós, precisamos compartilhar de tão grande que é.


Como somos comprometidos, e ainda estamos tentando entender tudo o que conosco acontece, estamos deixando as coisas fluírem sem muitos planos. Quem nos rege é o coração e o amor e sei que o nosso encontro pessoalmente será inevitável.


Gostaria da sua opinião em relação a isso tudo, principalmente em relação aos nossos relacionamentos. Minha mente racional sempre pondera entre a história construída durante 10 anos com minha namorada e a possibilidade de construir uma nova história baseada em sentimentos intensos que sei que não são sentimentos de aventura ou empolgação, mas que mesmo assim assustam por conta de um mundo desconhecido que terá que ser desbravado.

(Enviado por José)

Rita:


Olá José,


Esta é uma chance para você entrar em contato com o seu subconsciente e se questionar o que o levou a buscar esta amizade. E você deve começar sendo o mais sincero possível consigo mesmo, admitindo que desde o início você buscou um passatempo ignorando o visível fato de que o mesmo oferecia a possibilidade de despertar em você sentimentos por outra pessoa e, que estes mesmos sentimentos poderiam transformar-se em algo mais do que amizade.


Talvez este seja o caso de você indagar a si mesmo: “Se eu estivesse realmente satisfeito com o meu namoro, e a minha atitude inicial em conversar com outra mulher via Internet tivesse sido movida por puro interesse em ajudá-la, não teria eu comentado com a minha namorada que eu conheci tal pessoa on-line, a qual é muito peculiar, pois tem síndrome do pânico e que eu estava muito animado em tentar ajudá-la?” E esta pergunta deve ser feita porque este não parece ter sido o caso, uma vez que você não comenta que a sua namorada esteja consciente da situação.  


Veja, ninguém pode julgar os sentimentos que esta nova relação tem lhe provocado. Ninguém pode dizer que eles não são o que você descreve. Mas o único que você precisa estar consciente é que, enquanto você não tiver conhecido pessoalmente esta mulher e convivido com ela, ao menos por algum tempo, o que vocês têm ainda não é real.

Certas diferenças, como ela beber e fumar e você não, pode ser capaz de anular qualquer benefício que possa ser trazido por coincidências de vidas passadas ou outras identificações que surgiram até agora. Você só saberá como estas diferenças irão lhe afetar depois de alguma convivência.

Por outro lado, o que você tem com sua namorada de dez anos sim, é algo real. E, por ser real, você precisa fazer uma escolha em relação a isso o quanto antes. É como ter uma casa, um filho, um animal de estimação. Assim como eles, um relacionamento de tanto tempo é algo que já existe e que é seu. Você os trouxe à sua Existência, portanto, eles são sua responsabilidade.

Por mais intensos que possam ser os sentimentos entre você e outro alguém, você não pode fechar os olhos para uma responsabilidade que é metade sua, no caso, o seu namoro. Como nos exemplos acima, se você tem uma casa, um filho ou um animal de estimação e, por alguma razão você se encanta por outra casa, por outra criança ou por outro animal, em primeiro lugar você precisa decidir o que você irá fazer com aqueles que você já possui.

E na verdade, o que pondera entre o seu relacionamento de dez anos e a busca do desconhecido não é a razão, mas sim a sua consciência mais elevada. A razão é aquela que diz: “Eu não estou contente com aquilo que eu já tenho, logo, vou buscar algo mais ou substituí-lo.” A consciência é aquela que se pergunta: “Eu realmente preciso algo mais? Poderia eu transformar ou decidir amar o que eu já tenho, uma vez que a mente sempre tenderá a buscar o desconhecido?” No seu caso, a sua consciência está tentando te levar por este caminho de raciocínio, mas ainda há muitas idéias que não te permitem ouvi-la de maneira clara e é aí que o conflito toma lugar.    

Ainda assim, você tem o direito de tentar construir uma nova história, mas como já dito, o primeiro passo para esta jornada irá requerer coragem. Você terá que assumir para a sua atual namorada toda a situação que você tem vivido e falar com honestidade sobre os seus sentimentos e sobre a sua vontade de deixá-la.

Talvez seja nesse momento, quando você a ver de coração partido, que você descobrirá o quanto você ainda a ama. E mais ainda se ela também confessar que tem um caso e que também estava pensando em terminar.

Se você decidir no coração que, afinal de contas, ela é a única namorada que você tem, e que por isso você deve amá-la e que irá se apaixonar por ela novamente, você também precisa contar a verdade e deixá-la decidir se aceita te perdoar ou não. Talvez você terá que reconquista-la e este será o meio que a Existência terá escolhido para fazer com que você se apaixone por ela como no início.

E também você deve conversar com a outra garota sobre ela ser sincera com o namorado dela e fazer uma escolha o quanto antes em relação ao presente namoro. E certamente você verá que, a partir do momento em que vocês começarem a falar sobre este assunto de cada quem resolver a situação com seus respectivos parceiros, sobre fazer escolhas, tomar decisões, é que esta relação começará a ter um vestígio de realidade. É a partir daí que vocês começarão a saber qual de vocês esta em busca de algo verdadeiro e qual de vocês está em busca de dramas e dilemas.

Se o que existe entre vocês é verdadeiro e tem o propósito do espírito de se tornar real, todo este processo irá apenas fluir suavemente. Sim, haverá momentos mais desafiadores, mas o amor sempre conquistará as dificuldades. Mas, se um de vocês se sente atraído por esta relação, justamente pelo fato de a mesma estar baseada em dilemas, portanto, pretende continuar preso aos mesmos, é nesse momento que a verdade mais profunda será revelada. Talvez ela aparecerá de uma maneira muito sutil mas, se você souber olhar com os olhos da alma, você saberá identificar claramente o desejo de se estar atado a dilemas.

Quando você declara que vocês escolheram deixar as coisas fluírem sem muitos planos por enquanto, é o momento em que você deve parar para escutar a si mesmo. Esse é o instante em que você deve perceber que o amor não irá fluir completamente enquanto houver esta pendência entre vocês e seus parceiros. Tanto você quanto ela ainda estão conectados energicamente a estas outras pessoas e isto faz com quem nenhum de vocês possa ser total. Escolher deixar fluir sem planos é parte de não ser total.

José, um relacionamento amoroso gera muitas ataduras energéticas, por isso, enquanto vocês não soltarem tais ataduras com seus namorados, nada do que vocês viverem será total, nem no sentido físico quanto no energético. Porque para fluir é preciso ser total e para se chegar à totalidade é preciso se decidir por um caminho.

Bençãos,

Rita Cascia

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